Minha História: Da paixão inicial à vocação na Urologia

Imagine um jovem de Caxias do Sul, nascido em 1972, sonhando com o futuro. Eu era esse garoto curioso, fascinado por como o corpo humano funciona e pela ideia de ajudar as pessoas a viver melhor. Aos 24 anos, em 1996, me formei em Medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Mas minha história de verdade começou ali, quando descobri uma especialidade que mudaria tudo.

Durante a faculdade, mergulhei na disciplina de Urologia. O que me conquistou? Não foi só a ciência — foi a conexão humana. Imagine acompanhar um paciente desde o primeiro sintoma, passando pelo diagnóstico e chegando ao tratamento. É como ser um guia nessa jornada, misturando o lado clínico e cirúrgico. Senti que ali estava minha vocação, uma área que permite transformar vidas de forma profunda e pessoal.

Mas o caminho não foi fácil. Para me tornar especialista, enfrentei cinco anos intensos de residência médica. Os primeiros dois anos em Cirurgia Geral (1997–1998), onde aprendi as bases da cirurgia, com longas noites de plantão, decisões rápidas e alta responsabilidade. Em seguida, dediquei três anos à residência em Urologia (1999–2001) no Hospital de Clínicas de Porto Alegre, um dos principais hospitais-escola do Brasil.

No Hospital de Clínicas, tive o privilégio de aprender com grandes nomes da urologia brasileira. Meu chefe era o Dr. Walter José Koff, urologista de reconhecimento internacional, que hoje dá nome ao serviço. Com ele e sua equipe, aprendi não apenas técnicas, mas valores fundamentais: dedicação, inovação e respeito ao paciente. Foi ali que vivi de perto o impacto da tecnologia na evolução dos tratamentos, com procedimentos cada vez menos invasivos, mais seguros e com melhor recuperação.

Essa vivência me levou ao mestrado em Oncologia Urológica, pela mesma universidade. Minha dissertação aprofundou conhecimentos em uma área que segue sendo central na minha atuação profissional. Ao longo dos anos, acompanhei de perto a evolução da especialidade, da endourologia às cirurgias minimamente invasivas e à videocirurgia robótica, sempre com foco em qualidade de vida e segurança para o paciente.

Hoje, olhando para trás, tenho clareza de que a Urologia é mais do que uma profissão: é uma missão. É inspirador acompanhar uma especialidade que evolui continuamente, incorporando inovação para salvar vidas e oferecer tratamentos cada vez mais precisos. E, se pudesse voltar no tempo, escolheria esse caminho novamente, com o mesmo entusiasmo de quem acredita no que faz.

Essa é minha história: de um menino de Caxias do Sul a um médico urologista apaixonado pelo cuidado com as pessoas. Se você chegou até aqui, talvez esteja buscando orientação ou conhecendo melhor minha trajetória. Saiba que estou aqui para caminhar ao seu lado, com escuta, responsabilidade e compromisso com a sua saúde.

FAQ (Dúvidas Frequentes)

Não. A cirurgia realizada para tratar o crescimento benigno da próstata não apresenta risco desse tipo de complicação. Como é feita por dentro da uretra, não há chance de lesionar o nervo responsável pela ereção, localizado na parte externa da próstata. 

Sim. No fim da cirurgia, coloca-se uma sonda uretral que tem a função de lavar a bexiga e impedir que resquícios de sangramento possam formar coágulos que obstruam a bexiga. Essa sonda fica, em média, por 24 horas e é retirada antes da alta hospitalar.

É comum que o paciente sinta um leve desconforto urinário nos primeiros dias, mas isso melhora progressivamente e responde muito bem ao uso de medicações analgésicas.

Uma melhora substancial já é evidente nas primeiras micções. Porém, o processo de cicatrização é lento e gradual, e o benefício máximo da cirurgia pode levar algumas semanas para ser alcançado.

Sim. O sangramento urinário no pós-operatório é bastante leve e comum, e pode ocorrer eventualmente por algumas semanas. 

Após a cirurgia, o líquido seminal, em vez de ser expelido pela uretra como antes, volta para a bexiga e depois sai na micção. Essa alteração não interfere na qualidade do orgasmo.

É fundamental manter os métodos de prevenção de gravidez por 3 meses ou até aproximadamente 25 ejaculações depois da cirurgia. Após esse período, um exame de espermograma será realizado para confirmar a esterilização.

Embora a vasectomia seja considerada permanente, existem procedimentos que podem reverter a cirurgia, chamados de vasovasostomia. No entanto, a reversão não é garantida e as chances de sucesso diminuem com o tempo. Portanto, é essencial refletir bem antes de decidir pela vasectomia.